Priorize o impacto
📦 Pack Lead, Ed. 16 @ 2023
No caminho da liderança em design, é comum observar uma hiperfocalização na aprimoração da técnica em si, enquanto, verdade seja dita, nossos stakeholders se preocupam muito mais com o valor e o impacto gerado do que qualquer outra coisa.
O design pode ser visto como uma forma de arte, na qual nos empenhamos em formular perguntas ideais, selecionar os métodos mais apropriados, elaborar boas hipóteses, aprimorar nossa habilidade, trabalhar em interações perfeitas e identificar padrões nos dados.
No entanto, a realidade é que nossos stakeholders, impulsionados pelo contexto de mercado, não estão interessados na nossa habilidade artística. Eles se concentram no resultado final, ou seja, no retorno sobre o investimento (ROI), nas consequências de nossos projetos para suas decisões e na mitigação de riscos.
Muitos de nós escolheram o design não necessariamente para discutir lucros, margens e conversões. A grande maioria escolheu o design pelo desejo de criar coisas incríveis, ajudar as pessoas e resolver problemas. E está tudo bem. O que é surpreendente é que ao aprendermos a discutir aspectos relacionados a negócios no contexto do design, descobrimos que isso pode nos tornar designers ainda melhores.
O design não deve ser visto de forma isolada, mas sim dentro de um contexto mais amplo. É importante estarmos dispostos a dedicar um tempo para compreender o modelo de negócios no qual estamos inseridos, identificar o que é prioritário para os stakeholders e, principalmente, para a empresa.
Precisamos considerar como o design pode influenciar esse processo e trabalhar para isso. Aprimorar a técnica continua sendo importante, mas entender que o trabalho vai além disso também é essencial. Se estamos no mercado, precisamos entregar uma visão de mercado.
No final do dia, precisamos trazer resultados palpáveis. Porque é isso que nos possibilita ajudar as pessoas, criar coisas incríveis e resolver problemas de verdade.
🗂️ Liderança
Demitir uma pessoa ou investir em sua recuperação é uma pergunta que provavelmente já tirou o sono de muitos gestores. Neste artigo, AbdulFattah conta um pouco sobre o desafio de apostar em alguém.
Create a Growth Culture, Not a Performance-Obsessed One
Uma cultura é a coleção de crenças sobre as quais as pessoas constroem seu comportamento. Uma cultura orientada para o desempenho muitas vezes intensifica os medos das pessoas, criando um jogo de soma zero. E a pergunta que fica é: como mudar isso?
Colaboração é o ato de trabalhar junto em grupo para produzir algo. O que acontece à medida que o trabalho aumenta é que ou contratamos mais pessoas ou damos mais tarefas para as pessoas. Qual o melhor caminho?
🗂️ Negócios
Algumas decisões exigem presença e discussão, com certeza, mas não todas. Muitas podem ser tomadas de forma responsável e assíncrona. A escrita pode transcender as distâncias em todas as suas formas e extensões.
Why Airbnb Encourages Employees to Predict Its Own Downfall
O Airbnb surgiu de uma disrupção que mudou a economia compartilhada e o mercado de hospitalidade. Exatamente por isso, a empresa incentiva todos a olharem o que vai disruptar o Airbnb e como se manter à frente.
🗂️ Bônus
O termo "Ramen Profitable" foi cunhado por Paul Graham há um tempo e significa que uma startup é lucrativa apenas o suficiente para pagar as despesas dos fundadores. Mas qual é o benefício desse tipo de lucro na vida de um empreendedor?
É isso. 🍬
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